sexta-feira, 30 de abril de 2010

Democratas indefinidos em Goias

O partido Democratas de Goiás deixa para depois da convenção, no dia 30 de junho, sua decisão sobre as alianças no Estado. Em âmbito nacional, a legenda apoia o PSDB, mas pode não apoiar o pré-candidato ao governo, senador Marconi Perillo, que lança sua candidatura no dia 7 de maio. A indecisão do DEM deve impedir a visita do presidenciável tucano José Serra, que tem priorizado viagens a regiões do país onde os palanques regionais já estão definidos, para, segundo coordenadores de campanha, evitar situações desagradáveis como as enfrentadas no começo do mês pela concorrente Dilma Rousseff (PT) em visita ao Ceará.

O presidente do DEM em Goiás, deputado Ronaldo Caiado, pretende receber Serra no aeroporto, caso ele compareça. Contudo, segundo sua assessoria, o parlamentar não deve ir ao lançamento da pré-candidatura tucana. O Democrata no Estado diz que a visita de Serra tem sido comentada há duas semanas mas não aconteceu, mesmo pré-agendada. E agora, com o lançamento da candidatura confirmado, ainda desconfiam da presença do pré-candidato.

O DEM se divide agora entre a candidatura de Vanderlan Cardoso (PR), ex-prefeito de Senador Canedo, e PSDB embora o senador Demóstenes Torres (DEM) tenha se reunido com Iris Rezende, ex-prefeito e candidato do PMDB ao governo numa coligação com o PT. Rezende mandou para Brasília o prefeito de Aparecida (GO) e o ex-senador Mauro Miranda, seu ex-secretário na prefeitura, para tentar atrair o DEM para a chapa.

O PMDB quer agregar o DEM, que condiciona a aliança à saída do PT de Dilma Rousseff. O PSDB, por sua vez, propaga que o Democrata vai acabar entrando na chapa tucana. Mas o DEM de Caiado quer ver até onde pode esperar para escolher o candidato que mais ajude a aumentar a bancada da legenda na Câmara. Nas últimas eleições, o partido só elegeu um deputado federal, o próprio Caiado. Nesta, a sigla prefere aguardar a convenção estadual e novas pesquisas eleitorais.

fonte:Terra

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Pesquisa Serpes aponta liderança de Marconi, seguido de perto por Iris

O senador Marconi Perillo (PSDB) lidera a disputa pelo governo de Goiás, mas é seguido de perto pelo segundo colocado, o ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), mostra pesquisa Serpes/O POPULAR realizada entre os dias 7 e 13 - a primeira após as desincompatibilizações. O tucano está à frente nos quatro cenários da pesquisa estimulada, com vantagem de 3,7 a 4 pontos porcentuais sobre o peemedebista (veja quadro). Ambos já foram governadores por dois mandatos. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos para mais ou para menos e foram entrevistados 1.001 eleitores em 57 municípios.

No cenário em que o ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso (PR) é o único pré-candidato da base do governo Alcides Rodrigues (PP) na disputa, Marconi lidera com 43,7 das intenções, diante de 39,9% de Iris - diferença de 3,7 pontos porcentuais entre eles. Vanderlan tem 3,7% das intenções, seguido pelo candidato do PSOL, Washington Fraga, que aparece com 0,3%. Os eleitores indecisos ou que votariam em branco ou nulos são 12,5%.

Na pesquisa anterior, publicada em 19 de outubro, Marconi e Iris apareciam tecnicamente empatados nos três cenários em que foram colocados em confronto. A máxima diferença entre eles era de 2,1 pontos porcentuais: o tucano aparecia com 42,2% das intenções e o peemedebista, com 40,1%. Na terceira posição estava o deputado federal Rubens Otoni, apresentado como pré-candidato do PT, com 4,1% das intenções.

O cenário com Marconi, Iris e Vanderlan na disputa é o que mais se aproxima da realidade atual da disputa. Iris e Vanderlan renunciaram no fim de março aos cargos de prefeito para se habilitar para a disputa eleitoral de 3 de outubro, conforme exige a legislação eleitoral. Pela mesma regra, Marconi não precisa se desincompatibilizar, mas o tucano também já confirmou que concorrerá ao governo.

Demais cenários

A distância entre Marconi e Iris permanece inalterada no cenário em que - mesmo com Vanderlan na disputa - o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) e o ex-secretário da Fazenda Jorcelino Braga (PP) são incluídos. O senador tem 42,3% das intenções e Iris, 38,5%. Caiado e Vanderlan estão tecnicamente empatados, com 3,8% e 3,3%, respectivamente. Braga tem 0,3% das menções e Fraga, 0,1%. As respostas de indecisos, dos que votariam em branco ou anulariam o voto somam 11,8%.

No cenário em que Braga é retirado da disputa, Marconi tem 42,4% das intenções e Iris aparece com 38,7% - diferença de 3,7 pontos porcentuais. Caiado obtém 3,9% das citações e Vanderlan, 3,4%. Fraga aparece com 0,1% e os eleitores indecisos e que votariam em branco ou nulo somam 11,6%.

No cenário sem Vanderlan, a diferença entre Iris e Marconi atinge o maior patamar, 4 pontos porcentuais, e o senador obtem seu melhor índice. O tucano tem 43,6% das intenções, Iris, 39,6% e Caiado, 4% das intenções. Braga aparece nessa simulação de disputa e obtém 0,4% das intenções e Fraga, do PSOL, 0,3%. As respostas de eleitores indecisos e que votariam em branco ou nulo somam 12,2%.

Regiões

Tomando como referência a pesquisa em que Vanderlan é o único candidato da frente governista, Marconi obtém seu melhor índice na Região Sul do Estado, em que aparece com 55,5% das intenções de voto. Já Iris está mais bem posicionado em Goiânia e na Região Central (veja relação de municípios na metodologia), com 46,2% em cada uma, mostra a pesquisa Serpes. As intenções de voto em Vanderlan estão concentradas na capital (5%), no Centro (5,2%) - onde fica Senador Canedo -, no Sudoeste (7,3%) e na Região Noroeste (6,2%).

O índice de indecisos é maior no Entorno de Brasília, onde Marconi lidera com folga. Os eleitores que afirmam não saber em quem votarão somam 15,9%, além de 7,6% que dizem que votarão em branco ou nulo. Na região, o senador tucano aparece com 48,2% das intenções, seguido 21,1 pontos porcentuais atrás por Iris, que tem 27,1%. Já Vanderlan obtém 0,6% no Entorno.

Iris está à frente de Marconi na capital (46,1% a 32,1%) e no Centro (46,2% a 41%). O senador vence o ex-prefeito em três regiões - além do Entorno, Norte (54% a 37%) e Sul (55,5% a 35%). Os dois aparecem tecnicamente empatados, com o tucano à frente, no Sudoeste (42,7% a 39,1) e no Noroeste (45% a 43,8% das intenções).

Na divisão da pesquisa por sexo, faixa etária e nível de instrução, Marconi e Iris têm melhores índices entre os homens (43% e 41%, diante de 41,7% e 36,4% das mulheres, respectivamente). A preferência pelo senador cai à medida em que aumenta a idade do eleitorado (de 46,9% para 34,6% das intenções) e aumenta quanto maior for a instrução (de 39,5% a 46,9%).

Com Iris ocorre o inverso na divisão por nível de instrução - os menos escolarizados demonstram maior preferência pelo prefeito que os mais instruídos. Na divisão por idade, os índices oscilam. O melhor é entre os eleitores entre 35 e 44 anos (43,1%).



Espontânea traz empate na 1ª posição

O senador Marconi Perillo (PSDB) e o ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB) estão tecnicamente empatados na pesquisa espontânea de intenção de voto para o governo de Goiás, mostra a Serpes/O POPULAR. Com 17,2% das intenções de voto, o peemedebista aparece ligeiramente à frente do tucano, que tem 15,1% das menções.

A distância entre eles - 2,1 pontos porcentuais - está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 3,1 pontos, para mais ou para menos. No levantamento espontâneo, feito antes da apresentação da cartela de candidatos, o eleitor entrevistado indica livremente o nome de sua preferência para a disputa. Foram entrevistados 1.001 eleitores, entre os dias 7 e 13, em 57 municípios goianos.

Segundo o Serpes, a liderança de Iris na espontânea é reflexo da maior exposição do ex-prefeito na imprensa em comparação com o tucano, especialmente em Goiânia, em função de sua administração. Na pesquisa estimulada, o senador tucano lidera nos quatro cenários apresentados ao eleitor.

Indecisos

A principal novidade do levantamento atual em relação ao anterior, publicado em 19 de outubro, é que caiu o número de eleitores indecisos. Naquela rodada, os entrevistados que afirmavam não saber em quem votariam totalizavam 72,9%. Agora, 63,2% – queda no período de 9,7 pontos porcentuais. Quanto menor é o número de eleitores indecisos na espontânea, maior é o envolvimento do eleitor com a disputa eleitoral.

A comparação entre os números mostram que as intenções de voto dos eleitores que saíram da relação de indecisos migraram tanto para Iris quanto para Marconi. O senador tucano tinha em outubro 9,6% na espontânea, diante de 9,4% de Iris – também empatados tecnicamente.

Lançado no mês passado à sucessão pela frente governista, o ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso (PR) aparece na espontânea com 1,5% das menções dos eleitores entrevistados. O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) e o ex-secretário da Fazenda Jorcelino Braga (PP) vêm a seguir, com 0,2% e 0,1%, respectivamente. Diversos outros nomes citados pelos eleitores somaram 1,3% das citações. Segundo o levantamento, 1,4% afirmou que votaria em branco ou nulo.

Na divisão por regiões, a pesquisa espontânea segue a mesma tendência do levantamento estimulado. Iris lidera com folga na capital, com 28,5% das intenções de voto, diante de 17,2% obtidos por Marconi.

O ex-prefeito de Goiânia está à frente ainda do senador no Centro, com 17,6%, diante de 12,9% obtidos pelo tucano. Na Região Noroeste, o ex-prefeito tem 27,5% das intenções e o senador, 22,5%.

Já Marconi lidera na Região Norte (21% a 15%) e no Sul (20,9% a 13,6%). Há empate técnico no Entorno de Brasília e na Região Sudoeste. Na primeira região, Marconi está ligeiramente à frente (5,9% a 4,7%).

Os indecisos na região somam 83,5%, o maior índice da pesquisa. No Sudoeste, o tucano tem 12,9% e o peemedebista, 10,9% das intenções de voto.


Metodologia:

A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos para mais ou para menos e foram entrevistados 1.001 eleitores em 57 municípios.

Pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) protocolo 8.158/2010.

Pesquisa registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) protocolo 13.350/2010.

Petrobras busca parceiros para projeto de construção do primeiro alcoolduto do país

Rio de Janeiro - O primeiro alcoolduto da Petrobras poderá ser construído em parceria com o setor privado, de disse nesta quarta-feira (14/4) o diretor da Abastecimento e Refino da empresa, Paulo Roberto Costa. Segundo ele, a estatal procura, entre os grandes produtores nacionais de etanol, um sócio para a viabilizar o projeto de construção do alcoolduto. “Nós estamos conversando com os carregadores”, disse.

A obra, segundo ele, está orçada em cerca de US$ 2 bilhões e a ideia é lançar, até o fim do ano, os editais para os dois primeiros trechos do alcoolduto. Ele integrará o corredor de exportação de etanol que a Petrobras quer implantar a partir do Terminal de Senador Canedo, em Goiás, passando por Uberaba (MG), e pelas cidades paulistas de Ribeirão Preto, Paulínia e Guararema, até o terminal de São Sebastião, ainda no estado de São Paulo. De lá, o alcoolduto se estenderá até o Terminal da Ilha d'Água, no Rio de Janeiro.

terça-feira, 13 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010

Iris e Marconi estão quase prontos

Candidatura de Vanderlan ainda não conseguiu se inserir para valer no processo sucessório, praticamente dividido entre as forças do peemedebista e do tucano

AFON­SO LO­PES

Projeto eleitoral de Iris está adiantado, precisando apenas resolver bobagens como a da discussão da chapa pura
Pas­sa­do o se­gun­do gran­­de mo­men­to das elei­ções des­te ano, o do pra­zo fi­nal das de­sin­com­pa­ti­bi­li­za­ções — o pri­mei­ro foi em ou­tu­bro do ano pas­sa­do, da­ta das fi­li­a­ções par­ti­dá­ri­as —, ho­ra de fa­zer o ba­lan­ço da si­tu­a­ção. Iris Re­zen­de e Mar­co­ni Pe­ril­lo se en­con­tram em po­si­ção avan­ça­da, com qua­se tu­do já pre­pa­ra­do pa­ra a che­ga­da das con­ven­ções par­ti­dá­ri­as, em ju­nho, eta­pa de­fi­ni­ti­va pa­ra a ocu­pa­ção das ru­as pe­las cam­pa­nhas. Van­der­lan Vi­ei­ra, por sua vez, ain­da vê sua can­di­da­tu­ra na fa­se em­brio­ná­ria. E não hou­ve qual­quer evo­lu­ção prá­ti­ca des­de que seu no­me foi lan­ça­do.

É cla­ro que es­sa si­tu­a­ção po­de não ser de­fi­ni­ti­va, mas é cla­ro tam­bém que não é na­da con­for­tá­vel. Pe­lo ta­ma­nho do pas­so que ele deu no fi­nal do mês pas­sa­do, aban­do­nan­do no iní­cio o se­gun­do man­da­to ele­ti­vo que con­quis­tou, o de pre­fei­to da ci­da­de de Se­na­dor Ca­ne­do, tal­vez ele es­pe­ras­se mui­to mais ação efe­ti­va do que tem vis­to. Por en­quan­to, Van­der­lan não te­ve uma úni­ca boa no­tí­cia nes­te pe­rí­o­do. Na­da de na­da. A não ser que se con­si­de­re uma vi­si­ta ao de­pu­ta­do fe­de­ral e pre­si­den­te na­ci­o­nal do PP, o ca­ri­o­ca Fran­cis­co Dor­nel­les, al­go a ser co­me­mo­ra­do.

Já o ex-pre­fei­to Iris Re­zen­de se vê no meio de fo­go ami­go, com se­to­res con­ser­va­do­res do PMDB dis­cu­tin­do a com­po­si­ção das de­mais po­si­ções den­tro de sua cha­pa ma­jo­ri­tá­ria. É uma bo­ba­gem sem ta­ma­nho. Pri­mei­ro, por­que is­so só se­pa­ra e não une. Se­gun­do, pe­lo mais ób­vio mo­ti­vo: não se­rá es­te ou aque­le se­tor par­ti­dá­rio que de­fi­ni­rá es­se ti­po de coi­sa. Iris não tem so­men­te a úl­ti­ma pa­la­vra so­bre seus com­pa­nhei­ros de cha­pa, tem a pa­la­vra. O res­to é ti­ti­ti de co­ma­dres e com­pa­dres.

Marconi também está com a casa arrumada, de olho no tempo de TV do DEM?para ficar ainda mais competitivo
Em li­nhas ge­ra­is, Iris es­tá pron­to pa­ra a ca­mi­nha­da em di­re­ção às con­ven­ções par­ti­dá­ri­as. Ini­ci­al­men­te, ele vi­ve si­tu­a­ção pri­vi­le­gi­a­da. Se não so­mar mais ne­nhum gran­de par­ti­do pa­ra sua ali­an­ça, ain­da as­sim ele es­ta­rá em con­di­ções de dis­pu­tar pra va­ler o Pa­lá­cio das Es­me­ral­das. Aqui­lo que ele tem ho­je, PMDB e PT, for­ma uma fren­te po­de­ro­sa, que so­ma um óti­mo tem­po de TV e rá­dio. Ou se­ja, se con­quis­tar mais al­gu­ma coi­sa só ten­de a au­men­tar o lu­cro.

A si­tu­a­ção do se­na­dor Mar­co­ni Pe­ril­lo é me­lhor ain­da. Ele tem o con­tro­le to­tal e li­ber­da­de idem den­tro do PSDB e vem con­tan­do com apoio to­tal de seus dois ali­a­dos prin­ci­pa­is, o PTB e o PPS. Es­sa ali­an­ça é su­fi­ci­en­te pa­ra man­tê-lo com for­te pers­pec­ti­va de vi­tó­ria em ou­tu­bro des­te ano. Ao con­trá­rio do que ima­gi­na­vam seus ad­ver­sá­rios, Mar­co­ni so­ma nes­te mo­men­to 4 mi­nu­tos de TV, mes­mo tem­po de Van­der­lan Vi­ei­ra e um mi­nu­to me­nos que a co­li­ga­ção de Iris Re­zen­de. Ou se­ja, ele es­tá na bri­ga pe­la pon­ta.

E es­sa li­de­ran­ça na cam­pa­nha ele­trô­ni­ca es­tá sen­do ten­ta­da de for­ma pro­gres­si­va e bem es­tru­tu­ra­da. A de­fi­ni­ção do qua­dro es­tá nas mãos do DEM, que de­tém 1 mi­nu­to e meio de pro­pa­gan­da no rá­dio e na TV. Em ou­tras pa­la­vras, se os de­mo­cra­tas fe­cha­rem a ali­an­ça com os tu­ca­nos, Mar­co­ni irá pa­ra a dis­pu­ta elei­to­ral com o mai­or tem­po de cam­pa­nha ele­trô­ni­ca.

De­fi­ni­ção

Mas pa­ra qual la­do pen­de­rá o DEM? Di­fí­cil res­pon­der, mas é ine­gá­vel uma cer­ta ten­dên­cia fa­vo­rá­vel à ali­an­ça com o PSDB. Prin­ci­pal­men­te de­pois que o pre­si­den­te de­mo­cra­ta, de­pu­ta­do fe­de­ral Ro­nal­do Cai­a­do, de­cla­rou pe­remp­to­ria­men­te que não vai im­por de­ci­são go­e­la abai­xo no par­ti­do. Ao con­trá­rio, ele dei­xou cla­ro que es­sa de­fi­ni­ção pas­sa­rá pe­las ba­ses do DEM.

Pe­lo me­nos até on­de se per­ce­be na par­te vi­sí­vel das ba­ses de­mo­cra­tas, é for­tís­si­ma a ten­dên­cia de re­a­pro­xi­ma­ção com os tu­ca­nos. Além da con­vi­vên­cia e da par­ce­ria vi­to­ri­o­sa no pas­sa­do com o PSDB, o DEM, des­de o seu mais al­to co­man­do no Es­ta­do até o ve­re­a­dor me­nos vo­ta­do na me­nor ci­da­de em que o par­ti­do con­quis­tou man­da­to, não tem tan­ta li­ga­ção po­lí­ti­ca com o PR de Van­der­lan e, prin­ci­pal­men­te, com o men­tor de sua can­di­da­tu­ra, o de­pu­ta­do San­dro Ma­bel.

Es­se, por si­nal, é mais um in­di­ca­ti­vo de que di­fi­cil­men­te o DEM vai se aco­plar aos in­te­res­ses po­lí­ti­co-elei­to­ra­is do PR. Ma­bel já per­ten­ceu ao de­mo­cra­ta e saiu de lá quei­man­do pon­tes. Is­so acon­te­ceu em 2002, quan­do o ho­je re­pu­bli­ca­no bus­cou le­gen­da após ter vi­vi­do al­guns anos no PMDB de Iris Re­zen­de Ma­cha­do. Ao jus­ti­fi­car por­que es­ta­va dei­xan­do o DEM após con­quis­tar man­da­to de de­pu­ta­do fe­de­ral pe­lo par­ti­do, Ma­bel me­tra­lhou po­li­ti­ca­men­te a li­de­ran­ça de Cai­a­do ao afir­mar que não se sen­tia bem den­tro de um par­ti­do que tem do­no.

Se Cai­a­do não tem a mí­ni­ma dis­po­si­ção de apo­i­ar Ma­bel, mes­mo que in­di­re­ta­men­te, é fá­cil ima­gi­nar pa­ra on­de as ba­ses de­mo­cra­tas irão apon­tar? Apres­sa­da­men­te, sim. Na prá­ti­ca, não. O Pa­lá­cio das Es­me­ral­das tem pro­me­ti­do um jo­go du­rís­si­mo pa­ra re­for­çar a can­di­da­tu­ra e a ali­an­ça em tor­no de Van­der­lan Vi­ei­ra. Is­so sig­ni­fi­ca que os pre­fei­tos e ve­re­a­do­res de­mo­cra­tas irão pas­sar por for­te pres­são po­lí­ti­ca nos pró­xi­mos dois mes­es. Pa­ra is­so, o go­ver­no faz o pos­sí­vel pa­ra ar­ru­mar di­nhei­ro em Bra­sí­lia. O pre­si­den­te Lu­iz Iná­cio Lu­la da Sil­va pro­me­teu en­cher os co­fres do Es­ta­do.

Con­fu­são

O pro­ble­ma nes­sa his­tó­ria to­da é um pou­co mais com­pli­ca­do. Iris Re­zen­de e o PMDB ten­dem a es­ti­mu­lar ações mais con­tun­den­tes de opo­si­ção aos in­te­res­ses do Pa­lá­cio co­mo for­ma de não per­mi­tir que a can­di­da­tu­ra de Van­der­lan con­si­ga pe­ne­trar com mais in­ten­si­da­de na ba­se lu­lis­ta. Até por­que is­so sig­ni­fi­ca­ria pre­ju­í­zos ime­di­a­tos à can­di­da­tu­ra de Iris, que já cor­re den­tro des­se ei­xo. Ou se­ja, quan­to mais o Pa­lá­cio for­çar a bar­ra em fa­vor de Van­der­lan, mais du­ra de­ve ser a opo­si­ção do PMDB, que po­de­rá con­tar in­clu­si­ve com apoio do pró­prio PT, di­re­ta­men­te in­te­res­sa­do no su­ces­so elei­to­ral de Iris. Mas por en­quan­to Van­der­lan es­tá li­vre pa­ra fa­zer o que qui­ser já que não re­pre­sen­ta ame­a­ça sé­ria aos do­mí­nios iris­tas den­tro do pro­ces­so su­ces­só­rio.

Is­so re­ve­la co­mo es­tá sen­do di­fí­cil pa­ra a cha­ma­da terceira gran­de can­di­da­tu­ra con­se­guir se fir­mar. E não é só no gran­de ce­ná­rio que es­sas di­fi­cul­da­des es­tão pre­sen­tes. No va­re­jo in­ter­no a coi­sa tam­bém não vai na­da bem. O PP, por exem­plo, on­de o Pa­lá­cio das Es­me­ral­das po­de­ria, em te­se, fa­zer e acon­te­cer, re­be­lou-se de ma­nei­ra ab­so­lu­ta­men­te cla­ra e qua­se to­dos os pre­fei­tos da si­gla fo­ram ao en­con­tro do se­na­dor Mar­co­ni Pe­ril­lo tão lo­go Van­der­lan foi lan­ça­do can­di­da­to à su­ces­são de Al­ci­des Ro­dri­gues.

Al­gu­mas li­de­ran­ças do PP tra­ta­ram de bo­tar pa­nos quen­tes na re­be­li­ão, mas não deu pra es­con­der o ta­ma­nho da en­cren­ca. Com uma sin­ce­ri­da­de es­pan­to­sa, o se­cre­tá­rio-ge­ral do PP, Sér­gio Lu­cas, du­ran­te de­ba­tes pro­mo­vi­dos no pro­gra­ma Pau­lo Be­ringhs, pe­la TV Go­i­â­nia, do­min­go, 4, foi ab­so­lu­ta­men­te cla­ro ao abor­dar es­se te­ma. Com pro­pri­e­da­de, Lu­cas dis­se que os pre­fei­tos fo­ram pa­ra o ou­tro la­do, e que há so­men­te uma ma­nei­ra de tra­zê-los de vol­ta: con­ver­san­do.

Es­sa, no fun­do, é a gran­de ques­tão a ser re­sol­vi­da pe­lo Pa­lá­cio e pe­lo pró­prio Van­der­lan: fa­zer po­lí­ti­ca. Nin­guém en­tra e tra­ba­lha num pro­je­to on­de não exis­ta cum­pli­ci­da­de e com­pro­mis­sos de um la­do e do ou­tro. É exa­ta­men­te es­te o ca­so. O lan­ça­men­to da can­di­da­tu­ra de Van­der­lan po­de ter aten­di­do mui­to mais aos in­te­res­ses de Ma­bel e de seu co­man­do jun­to ao PR do que à ba­se pa­la­cia­na co­mo um to­do. Ou se­ja, Ma­bel não ti­nha na­da pa­ra ofe­re­cer nu­ma gran­de me­sa de ne­go­ci­a­ções. Ago­ra tem. E o Pa­lá­cio das Es­me­ral­das em­bar­cou nes­sa tam­bém pe­la con­ve­niên­cia den­tro de seus de­sen­con­tros com o PSDB. Sem Van­der­lan não ha­via na­da. O pro­ble­ma é que con­ti­nua não ha­ven­do na­da, nem mes­mo o apoio da mai­o­ria dos pre­fei­tos e di­re­tó­rios mu­ni­ci­pa­is pe­pis­tas a es­se pro­je­to elei­to­ral.

A re­a­ção do ex-de­pu­ta­do fe­de­ral e pre­si­den­te do PP, Sér­gio Cai­a­do, de es­pa­lhar ame­a­ças de in­ter­ven­ção e, em ca­sos ex­tre­mos, tal­vez até de ex­pul­são do par­ti­do àque­les que não se ali­nha­rem au­to­ma­ti­ca­men­te com Van­der­lan, dá con­tor­nos da exa­ta di­men­são da cri­se in­ter­na. O pro­ble­ma é re­al e mui­to sé­rio. E o que se tem fei­to pa­ra ame­ni­zar es­sa si­tu­a­ção? Ou pou­co, ou na­da.

Na ver­da­de, as ações de Mar­co­ni Pe­ril­lo e de Iris Re­zen­de den­tro do pro­ces­so elei­to­ral têm si­do mui­to mais con­sis­ten­tes. Van­der­lan, a ri­gor, não con­se­gue na­ve­gar em águas cal­mas nem den­tro do seu par­ti­do, o PR. Pe­lo con­trá­rio, é pro­vá­vel que fal­te a ele al­gum ou­tro apoio tão pes­so­al e de­di­ca­do co­mo o de San­dro Ma­bel den­tro do pró­prio PR.

Es­se pa­no­ra­ma ge­ral in­di­ca que nes­te mo­men­to a si­tu­a­ção de Van­der­lan Vi­ei­ra é tão com­pli­ca­da quan­to sem­pre foi. Ele te­rá que fa­zer al­go que ain­da é meio mis­te­ri­o­so pa­ra ele, po­lí­ti­ca. Seu prin­ci­pal ali­a­do, o Pa­lá­cio das Es­me­ral­das, não tem mui­to o que ofe­re­cer nes­se que­si­to, já que igual­men­te pa­re­ce se pre­o­cu­par mais em ame­a­çar quem é de ca­sa, mas des­con­ten­te, do que con­ver­sar. Por fim, o pró­prio co­man­do do PR não é exa­ta­men­te um su­pra-su­mo da ar­ti­cu­la­ção po­lí­ti­ca.

Já os dois prin­ci­pa­is con­cor­ren­tes ao go­ver­no, Mar­co­ni e Iris, pre­ci­sam so­men­te evi­tar ares­tas e man­ter o cur­so atu­al. E pre­pa­ra­rem-se pa­ra, se for o ca­so, re­co­lher os náu­fra­gos do pro­je­to PR/Pa­lá­cio das Es­me­ral­das. Po­de ser uma ope­ra­ção ne­ces­sá­ria fu­tu­ra­men­te.

domingo, 4 de abril de 2010

Pré-Candidatos definidos na disputa ao governo de Goiás

A 90 dias do início da campanha oficial, Iris Rezende (PMDB), Marconi Perillo (PSDB) e Vanderlan Cardoso (PR) se apressam em fechar equipe, propostas e planejamento das mobilizações na capital e no interior.

Apesar de ainda não ter lançado oficialmente sua pré-candidatura, ao contrário dos dois adversários, Marconi Perillo é o que está mais adiantado nas ações de pré-campanha. Nome do partido para a sucessão desde que deixou o governo do Estado, em 2006, ele iniciou no ano passado viagens ao interior para receber homenagens e fazer visitas. O senador também já tem equipe trabalhando há pelo menos seis meses na formatação do plano de governo e na comunicação da pré-campanha.

Envolvido com a dúvida sobre a renúncia e com a preparação do quadro sucessório no Paço Municipal, o ex-prefeito Iris Rezende é o mais atrasado nas movimentações de pré-campanha. Ele avisou na semana passada, após a renúncia do cargo de prefeito, que fará política 24 horas por dia a partir de amanhã. O peemedebista fechará uma agenda de viagens ao interior para receber títulos de cidadania e participar dos encontros regionais de seu partido.

Ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan tem a pré-candidatura mais recente – seu nome começou a ser divulgado em fevereiro –, mas já viajou a 42 cidades acompanhando o Movimento Cresce Goiás (MCG), organizado pelo PR. Ele deve fechar equipe e planos para a pré-campanha esta semana, mas já avisa que quer visitar os 246 municípios do Estado até junho.

Os governadoriáveis também utilizam os três meses que antecedem o início da campanha para articulações de alianças e formação das chapas proporcionais, arma importante para disseminar a candidatura majoritária. Procuram também atrair o apoio de prefeitos dissidentes de outros partidos para fortalecer o palanque nos municípios.

As coligações dos três já estão bem adiantadas, mas faltam acertos com alguns partidos, que rendem mais tempo de televisão aos candidatos. Os chamados partidos nanicos ainda são incertos e boa parte deles promovem verdadeiro leilão, negociando com todos os lados (veja quadro na página 9). É consenso que muitos dos apoios declarados desses partidos menores podem ser revertidos até as convenções de junho.

Dos grandes, apenas o DEM ainda não se definiu. A sigla, que mantém diálogo com as três frentes de partidos, tornou-se o principal alvo pelo significativo tempo de televisão que detém e a força política e eleitoral de suas principais lideranças.

O partido mantém por ora o deputado federal Ronaldo Caiado como pré-candidato ao governo, mas tende a compor até maio com algum candidato. Se o DEM consegue dialogar com as três frentes, também enfrenta dificuldade em compor com todas. O PMDB pela rivalidade histórica, o PSDB, pelos atritos recentes, e o PR por ainda não contar com uma chapa competitiva.

por:Galo Vermelho