quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Escola tem aulas suspensas após diretora ser presa em GO

Direto de Goiânia

O Conselho Estadual de Educação (CEE) suspendeu, na terça-feira, por tempo indeterminado as aulas do ensino fundamental da Escola Lírios do Campo, em Senador Canedo, a 33km de Goiânia. No último dia 7 de janeiro, a diretora foi presa pela segunda vez acusada de envolvimento em abuso sexual de dois alunos. Cerca de 150 crianças haviam se matriculado na escola e as aulas estavam previstas para iniciar no próximo dia 18.

Nesta quarta-feira, o Conselho Municipal de Educação (CME) da cidade se reúne para adotar a mesma medida referente às aulas de educação infantil, para crianças até 5 anos de idade, na instituição particular. "Há fatos suficientes para sustentar a suspensão das aulas do ensino infantil, pelo menos temporariamente. Não podemos julgar ninguém, mas a tendência é a escola ficar fechada até que tudo se esclareça", disse o secretário municipal de Educação de Senador Canedo, Alerandre Gonçalves de Oliveira.

O Conselho Estadual de Educação afirmou que a unidade não tem autorização expedida pelo órgão para atender alunos do ensino fundamental. Há permissão apenas para ministrar o ensino infantil. "Também encaminhamos pedido ao Ministério Público Estadual e ao Poder Judiciário para que interditem a escola", disse o vice-presidente do órgão, José Geraldo de Santana Oliveira.

A diretora Marli Coraci de Souza Santos, 34 anos, foi presa pela primeira vez no dia 18 de dezembro, após a denúncia feita pelos pais de um aluno de três anos de idade. Na ocasião, foi detido o namorado de Marli, o pintor Aroldo Nogueira de Oliveira Júnior, 35 anos, acusado de ser o autor do abuso sexual. Eles foram soltos dias depois.

No começo do ano, a mãe de um outro menino de três anos de idade que estuda na escola procurou o Ministério Público em Goiânia para denunciar a diretora. "Ela disse que depois que o primeiro caso se tornou público, começou a desconfiar e conversando com o filho descobriu o abuso", afirmou a promotora Marta Moriya Loyola, que pediu novamente a prisão do casal.

Marli foi presa em casa. Aroldo não foi encontrado e se encontra até hoje foragido. Segundo a polícia, ele e a diretora haviam se conhecido pela internet cerca de um mês antes da primeira denúncia. O pintor morava na escola.

A principal dificuldade agora vai ser encontrar vagas na rede estadual e municipal de ensino para os alunos da Lírios de Campo. Os dois conselhos garantem que os pais que não conseguirem matricular seus filhos em uma escola particular terão vaga assegurada em uma escola pública. As unidades que vão absorver as crianças remanejadas serão definidas ainda nesta semana. "Se os pais quiserem ser ressarcidos pela matrícula já paga, terão de procurar o Procon", disse Oliveira.


Márcio Leijoto
Direto de Goiânia

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